
As tarifas de energia elétrica terão reajuste médio de 13% a partir deste sábado (4), em São Paulo. E é justamente no inverno que o consumo em algumas cidades também aumenta. Um motivo a mais para ficar atento ao desperdício.
Em junho, o consumo de energia na casa da tradutora Regina Barbosa subiu 34%. "No inverno, a gente fica mais em casa, né? Assistindo à televisão, cada um no seu quarto, e com computador ligado. É um gasto tremendo".
Além destes eletrodomésticos, na casa de Regina há ainda uma secadora de roupas. "Às vezes, a roupa fica uma semana no varal e não seca", completa.
A chapinha e o secador de cabelos podem ser muito úteis no inverno, mas contribuem e muito para elevar o valor da conta no fim do mês. O uso desses equipamentos durante uma hora por dia equivale ao consumo mensal de uma geladeira.
Mesmo assim, a jornalista Nathália Barbosa não abre mão. "No inverno, não dá para lavar o cabelo e sair com ele molhado", diz ela.
Mas é possível manter o conforto e economizar, ensina o engenheiro Augustin Woelz, da Universidade de São Paulo (USP). Lâmpadas fluorescentes consomem menos. "Ela dura mais, gasta muito menos e faz uma iluminação superior", diz
De dia, cortinas abertas e vidros fechados, diz ele, para conservar o calor. E mais uma dica: "Aplicar na parede uma placa de isopor de três centímetros. Assim, a parede não vai mais irradiar frio para dentro de casa", afirma.
Quem também dá boas sugestões é a costureira Francenilda da Silva. Ela tem autoridade: a conta de energia na casa dela foi de R$ 29 no mês passado. "Onde tem a luz natural não é necessário ter uma lâmpada", diz.
Na casa dela, eletrodomésticos sem uso ficam fora da tomada, e o tempo no banho é só o necessário. "Só uma vez por semana ou duas vezes que a gente toma um banho mais demorado, mas lembrando que tem de economizar", completa.
Francenilda tem direito à tarifa social de baixa renda. Quanto menor o consumo de energia, maior é o desconto. Mas, para ela, o esforço para evitar o desperdício não é apenas uma questão de economia.
"Se eu não tivesse conta para pagar, se não fosse necessário pagar, eu faria a mesma coisa. Porque isso é importante demais para o planeta, para o nosso vizinho, para os nossos netos, bisnetos e para quem vem pela frente".
G1






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